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Mulher de coronel
Gilberto Gil

Ouça o que eu tenho a dizer
Tome o que eu tenho pra dar
Se não servir pra você
Atire tudo no mar

Diga o que você disser
Sei que não vou me importar
Faça o que você fizer
Não deixarei de te amar

Onde você mora
Mora o meu coração
Quando você chora
Chora tudo que é olho
Da minha solidão

Se você namora
Ora, meu Deus
Que feliz deve ser
O mortal que provar
Desse mel que escorrer
Dos teus lábios, então


BRWMB9900463
© Gege Edicoes / Preta Music (EUA & Canada)



Ficha técnica da faixa:
voz e guitarra - Gilberto Gil
guitarra - Celso Fonseca
percussão - Jorjão Barreto
teclado - Jorjão Barreto
bateria - Jorginho Gomes
percussão - Marçalzinho
vocal - Ana Fontes, Cecília Spyer e Luna Messina

Outras gravações:
"Chama chuva", Candeeiro 2004
"O eterno Deus mu dança", Gilberto Gil, Warner Music 1993
"The eternal God of change", Gilberto Gil, Warner Music 1989
"Naturalmente", Margareth Menezes, MZA Música e Produções 2010
"Margareth Menezes 2008", MZA Música e Produções 2008


Uma canção antimachista onde a "mulher de coronel" é na verdade homem: é o "coronel" - só que, na palavras de Gil, "redimido do seu machismo na condição de amante endoidecido e extasiado diante da mulher que lhe inspira um amor tão grande que ele se regozija com a possibilidade de ela distribuí-lo generosamente para outros mortais".

"Como era uma música nordestina, um xote, eu quis usar a imagem comum dos velhos coronéis do mundo rural - com suas amantes e uma mulher sempre submissa - para extrapolá-la. A verdade é que eu me lembrava também de casos similares (ao da canção) de que se tinha notícia no meu tempo de garoto onde eu morava: histórias de velhos apaixonados amantes de prostitutas; de senhores bem estabelecidos, comerciantes ou fazendeiros, que sustentavam e amavam uma determinada mulher com uma benevolência e uma transpossessividade que transbordava, acabando por incluir a abnegação."