Direitos autorais serão prioridade em 2005, diz Gil

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse que "atacar a questão da propriedade intelectual no Brasil" será uma de suas prioridades

Rio de Janeiro - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse hoje que "atacar a questão da propriedade intelectual no Brasil" será uma de suas prioridades no terceiro ano de gestão, "inclusive, com a possibilidade de propor a renovação da legislação". Ele anunciou que pretende criar um grupo de trabalho formado por especialistas e artistas para discutir o assunto e, com base nessas discussões, formular os projetos de lei para enviar ao Congresso.

Gil concedeu entrevista depois de assistir à peça Do Caos ao Kaos, protagonizada por 48 jovens do Complexo do Alemão, o segundo maior conjunto de favelas do Rio. Em vários momentos, o ministro disse ter se esforçado para conter as lágrimas. "Jovens que, de outra forma, seriam fios esgarçados têm oportunidade de agregar um novo valor às suas vidas", afirmou, acrescentando que, apesar das dificuldades do "teatro clássico", fica feliz de ver que "há um Brasil novo" surgindo nas periferias das grandes cidades e que uma de suas manifestações é o teatro popular.

A montagem do espetáculo, de autoria de Jorge Mautner e dirigido por Johayne Hildefonso, foi o resultado de oito meses de oficinas de teatro, dança, percussão e circo. O projeto é uma parceria do Serviço Social do Comércio (Sesc-RJ) e da Organização Não-Governamental AfroReggae. De acordo com Gil, até meados do ano, o ministério implantará 250 pólos de cultura, destinados a dar espaço para projetos governamentais, de ONGs e das próprias comunidades nas áreas de música, teatro, rádio, TV e inclusão digital. A idéia é chegar ao fim de 2005 com 500 pólos culturais instalados nas periferias das grandes cidades, comunidades indígenas e remanescentes de quilombos, disse o ministro.

Em relação à reforma ministerial, Gil garantiu não ter expectativas: "O presidente foi claro o suficiente em dizer que a reforma ministerial será mínima, no máximo dois ou três ministérios serão remanejados", afirmou, "quanto a minha posição pessoal, meu cargo sempre foi do presidente, sempre ficarei ministro até o dia que ele quiser, que eu puder, que eu quiser e puder, não há expectativa nenhuma", completou.



in Estadão, 11.01.2005
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