Gilberto Gil apresenta novo disco em São Paulo

Um dos nomes mais respeitados da música brasileira e mundial está de volta ao palco do Teatro Bradesco, em São Paulo, depois de nove anos. O cantor e compositor Gilberto Gil se apresenta, no dia 29 de novembro (quinta-feira), com a tão aguardada turnê do álbum “OK OK OK” em São Paulo.

No repertório, Gil celebra seis décadas de carreira ao passear por clássicos como “Andar com fé”, “A Paz”, “Aquele abraço”, “Drão”, “Esperando na Janela”, “Não Chore Mais”, “Palco”, “Toda Menina Baiana”, “Vamos Fugir” até chegar às composições mais recentes em que propõe importante reflexão ao momento político, social e cultural do Brasil contemporâneo. No entanto, muitas surpresas ainda podem ocorrer.

Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Bradesco e pelo site Uhuu.com, e custam de R$ 50 a R$ 240. Mais informações no serviço abaixo.

“Ok OK OK” é o 59º disco lançado pelo artista e o primeiro de inéditas desde “Fé na Festa”, de 2010. Este trabalho é o espelho de um artista maduro, cidadão consciente das suas funções, poético, filosófico, reflexivo, compositor inquieto, patriarca de uma família numerosa e senhor absoluto dos ritmos. Ele segue incólume mantendo o seu conceito tropicalista, mesclando a bossa e o rock, o samba, o pop e o afoxé.

Todas as 12 músicas são bem pessoais, íntimas e descompromissadas em agradar ou provar nada a ninguém, evidenciando apenas o atemporal universo particular de um artista que segue experimentando em qualquer circunstância. Os destaques ficam por conta da canção manifesto “OK OK OK”, além da poética “Quatro Pedacinhos”, a autêntica “Uma Coisa Bonitinha”, a lindíssima “Afogamento”, o rock “Ouço” e a contagiante “Na real”.

Gilberto Gil tem o dom de incorporar todos os aspectos do cotidiano a sua obra. Do convívio familiar aos movimentos políticos, sociais ou culturais que permeiam o seu tempo, tudo é inspiração para uma nova canção, uma nova ideia melódica, um movimento harmônico engenhoso.

Gil já cantou o cancioneiro nordestino, que mora na infância em Ituaçu, e na admiração imortal por Luiz Gonzaga. Já cantou o avanço tecnológico e seus impactos na aventura humana. Já imergiu nas profundezas do ser e celebrou a festa e a fé. Das guitarras elétricas tropicalistas ao violão intimista, a integridade e o compromisso com a deusa música é inabalável. Gil não tem medo da morte e nem medo da vida. Assim, inaugura uma nova fase em sua carreira.

“OK OK OK” traz a família, os encontros do núcleo íntimo de amizades, a doença que experimentou e aqueles que o ajudaram a passar por ela. Ao mesmo tempo, questiona a necessidade de posicionamento que lhe é exigida pela sociedade. Os arranjos amplificam sua icônica interpretação em voz e violão. A produção musical do filho Bem e a participação de amigos e familiares sobressai o aspecto íntimo da obra.

Acompanhado de metais, backing vocal, teclados, guitarras e percussões, Gilberto Gil propõe ao público interpretações do universo particular de “OK OK OK” aliado a um repertório de sucessos que já são parte da vida e história do Brasil. A velhice não é um obstáculo à vitalidade em sua performance, mas sim uma nuance nas infinitas camadas de um artista que segue experimentando em qualquer circunstância.

Classificação: Livre



in Segundo Clichê, 02.11.2018
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