Sesc em SP realiza show em celebração aos 40 anos do álbum Refavela, de Gilberto Gil

De 7 a 10 de setembro de 2017, o Sesc em São Paulo realiza o show Refavela40 em duas de suas unidades: no Sesc Pinheiros, de 7 a 9/9 (quinta a sábado) e no Sesc Itaquera, no dia 10/9 (domingo). As apresentações em Pinheiros têm ingressos entre R$ 18 (credencial plena do Sesc) e R$ 60 (inteira), com vendas a partir de 29/8; em Itaquera, a apresentação é gratuita para todos os públicos.

Idealizado e dirigido por Bem Gil, o show celebra os 40 anos do álbum Refavela, de Gilberto Gil, lançado em 1977. Na ocasião, serão apresentadas releituras das músicas do disco, além de canções que fizeram parte do show original.

“A ideia de reunir novamente as canções de Refavela em um show surgiu mais da vontade coletiva em mergulhar nesse repertório do que de qualquer outra coisa”, esclarece Bem Gil. “O conteúdo poético e filosófico do disco, através de suas letras, se mantém atual, e isso por si só já seria o suficiente para que o trabalho de 77 fosse visitado por nós e revisitado pelo próprio Gil, mas o que nos move nesse caso é a música ali existente, a beleza e a riqueza da guitarra de Perinho, do baixo de Rubão, das baterias de Paulinho, Chiquinho e Robertinho, enfim, da inspiração de todos os criadores dessa obra fundamental na formação de cada integrante do Refavela40”.

Refavela40 conta com Gilberto Gil, Céu, Moreno Veloso e Maíra Freitas, além dos músicos Bem Gil (guitarra), Bruno Di Lullo (baixo), Domenico Lancellotti e Thomas Harres (bateria e percussão), Thiagô de Oliveira e Mateus Aleluia (sopros), Nara Gil e Ana Cláudia Lomelino (vocais).

Sobre o álbum Refavela

Há 40 anos, o cantor e compositor Gilberto Gil fez sua primeira viagem à Nigéria para participar do FESTAC 77 (Festival Mundial de Arte e Cultura Negra), em Lagos, onde reencontrou uma paisagem suburbana muito similar aos conjuntos habitacionais construídos na década de 1950 no Rio de Janeiro e Salvador, que tinham nas duas cidades o objetivo de recuperar a dignidade das pessoas por meio de uma moradia melhor, muitas vezes transformadas em novas favelas.

Refavela foi estimulada, segundo Gil, por este reencontro, de cujas visões nasceram também a própria palavra, embora já houvesse o compromisso conceitual com o “re” para prefixar o título do novo trabalho, de motivação urbana, em contraposição à Refazenda, o anterior, de inspiração rural, e que junto com Realce moldaram a trilogia RE, criada pelo compositor.

O disco foi gravado em 1977, no estúdio de 16 canais da Phonogram, e, segundo Gil, “era época do movimento Black Rio, com o funk começando por aqui e eu quis gravar algo como aquela versão de “Samba do Avião”, o disco era pra isso, para registrar os “aforismos” que havia na época – como era a juju music de Balafon e os blocos afro-baianos do Ilê Aiyê”.



twitter
in Crônicas do Agora, 25.08.2017
 
2785 registros:  |< < 2 3 4 5 6 7 8 9 > >|