Este merece um repeteco

Gilberto Porcidonio

Parte da trilogia “Re” — da qual também fazem parte “Refazenda” (1975) e “Realce” (1979) —, o disco “Refavela”, que Gilberto Gil gravou após participar do festival Festac na Nigéria, em 1977, está completando 40 anos. Para celebrar a data, o show “Refavela 40”, nesta sexta-feira (1º) no Circo Voador, terá releituras de todas as dez faixas feitas por Céu, Moreno Veloso, Maíra Freitas e pelo próprio Gil.

A ideia do projeto foi de Bem Gil, que se debruça sobre o trabalho do pai e realiza o sonho fazer um show do disco, mais velho do que ele, que tem 32 anos.

— O trabalho está sendo muito divertido porque cada um vai cantar as músicas de que mais gosta. Também adicionei algumas que não são do álbum, mas que estavam no show original de lançamento — conta Bem, que tocará guitarra na banda formada por Bruno Di Lullo (baixo), Domenico Lancellotti (bateria) e Thomas Harres (percussão), Thiagô de Oliveira e Mateus Aleluia (sopros), sua irmã Nara Gil e sua mulher, Ana Cláudia Lomelino (vocais).

Bem vai cantar “Balafon”. Moreno interpreta “Aqui e agora” e “Sandra”. Maíra faz “Ilê ayê” e “Patuscada de Gandhi”. Gilberto Gil canta e toca “Refavela” e “Babá alapalá”. Céu fica com “Era nova”, “No Norte da saudade”, “Gaivota” e com um hit de Bob Marley, “Jamming”.

— Tive uma fase, com uns 14 anos, de só ouvir “Refavela”. E o engraçado é que, quando me chamaram, eu estava voltando a escutá-lo — conta Céu, que está feliz em participar de um show com Gil. — A gente sente um pesinho de responsabilidade, mas ele é muito delicado. Deixa a gente muito em casa.

Quem abre a noite é o músico Negro Leo, que faz um show de voz e violão.



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in O Globo, 31.08.2017
 
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