Show na Concha Acústica celebra 40 anos do álbum “Refavela”

A Concha Acústica do Teatro Castro Alves recebe no dia 23 de setembro o show “Refavela 40”, que celebra os 40 anos de um dos discos mais emblemáticos de Gilberto Gil. Além dele, participam do show Céu, Maíra Freitas e Moreno Veloso. A direção artística e musical é do filho do cantor, Bem Gil.

Os ingressos variam de R$ 40 (plateia meia) e R$ 160 (camarote inteira) e já estão à venda na bilheteria do teatro, nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista e pelo site Ingresso Rápido.

Gilberto Gil volta ao palco da Concha Acústica para show comemorativo de 40 anos (Foto: AgNews)

“Refavela” (1977), disco central da trilogia iniciada com “Refazenda” (1975) e concluída com “Realce” (1979) traz na capa interna seu conceito, pontuado pelo mestre Gil: “refavela, como refazenda, um signo poético. refavela, arte popular sob os trópicos de câncer e de capricórnio. refavela, vila/abrigo das migrações forçadas pela caravela. refavela, etnias em rotação na velocidade da cidade/nação. não o jeca mas o zeca total. refavela, aldeia de cantores, músicos e dançarinos pretos, brancos e mestiços, o povo chocolate e mel. refavela, a fraqueza do poeta; o que ele revela, o que ele fala, o que ele vê.”

Sobre o álbum

Há 40 anos, o cantor e compositor Gilberto Gil fez sua primeira viagem à Nigéria para participar do FESTAC 77 (Festival Mundial de Arte e Cultura Negra), em Lagos, onde reencontrou uma paisagem suburbana muito similar aos conjuntos habitacionais construídos na década de 1950 no Rio de Janeiro e Salvador, que tinham nas duas cidades o objetivo de recuperar a dignidade das pessoas por meio de uma moradia melhor, muitas vezes transformadas em novas favelas.

“Refavela” foi estimulada, segundo Gil, por este reencontro, de cujas visões nasceram também a própria palavra, embora já houvesse o compromisso conceitual com o “re” para prefixar o título do novo trabalho, de motivação urbana, em contraposição à “Refazenda”, o anterior, de inspiração rural, e que, junto com “Realce”, moldaram a trilogia RE, criada pelo compositor.

O disco foi gravado em 1977, no estúdio de 16 canais da Phonogram, e, segundo Gil, “era época do movimento Black Rio, com o funk começando por aqui, e eu quis gravar algo como aquela versão de ‘Samba do Avião’, o disco era pra isso, para registrar os ‘aforismos’ que havia na época – como era a juju music de Balafon e os blocos afro-baianos do Ilê Aiyê”.



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in Cultura Agora, 01.09.2017
 
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