SescTV transmite ao vivo show em celebração aos 40 anos do álbum Refavela, de Gilberto Gil, no dia 9 de setembro, às 21h, direto do Sesc Pinheiros

Com Gilberto Gil, Céu, Moreno Veloso e Maíra Freitas, a apresentação revisita o álbum de 1977

De 7 a 10 de setembro de 2017 , o Sesc em São Paulo realiza o show Refavela40 em duas de suas unidades: no Sesc Pinheiros, de 7 a 9/9 (quinta a sábado), e no Sesc Itaquera, no dia 10/9 (domingo). A apresentação do dia 9 será transmitida ao vivo pelo SescTV, às 21h, e também pode ser assistida pela internet em sesctv.org.br/avivo. O espetáculo em Pinheiros têm ingressos entre R$ 18 (credencial plena do Sesc) e R$ 60 (inteira), com vendas a partir de 29/8; em Itaquera, é gratuito para todos os públicos.

Idealizado e dirigido por Bem Gil, que também participa tocando guitarra, o show celebra os 40 anos do álbum Refavela, de Gilberto Gil, lançado com músicas que fizeram parte do espetáculo original.

“A ideia de reunir novamente as canções de Refavela em um show surgiu mais da vontade coletiva em mergulhar nesse repertório do que de qualquer outra coisa”, esclarece Bem Gil. Para ele, o conteúdo poético e filosófico do álbum, por meio de suas letras, continua atual, sendo o suficiente para ser revisitado. “Refavela é um disco lindo, sempre imaginei a sua transposição para o palco”, diz o diretor, que ainda não era nascido quando seu pai, Gilberto Gil, viajou pelo Brasil com esse show. “Resolvi juntar os amigos a fim de recriar o repertório e a força dessa obra que mexe com todos nós”.

Desta forma, o músico e produtor convidou o próprio pai, além de Céu, Moreno Veloso e Maíra Freitas para o projeto. “A Céu, o Moreno e a Maíra compartilham desse gosto profundo pelo Refavela, assim como todos os músicos escolhidos para o show que celebra os 40 anos de lançamento do disco”, esclarece Bem Gil. Ele revela que esse foi o principal critério utilizado quando foi criado o grupo, além de estilo e técnica (que o repertório pudesse sugerir como exigência). “Eu quis estar perto dos amigos músicos que se divertem, tanto quanto eu, durante todo o processo de realização desse trabalho, desde os estudos até o palco”, explica.

Refavela40 conta com Gilberto Gil, Céu, Moreno Veloso e Maíra Freitas, além dos músicos Bem Gil, na guitarra; Bruno Di Lullo, no baixo; Domenico Lancellotti e Thomas Harres, na bateria e percussão; Thiagô de Oliveira e Mateus Aleluia, nos sopros; e Nara Gil e Ana Cláudia Lomelino, nos vocais.

SOBRE O ÁLBUM REFAVELA

Há 40 anos, o cantor e compositor Gilberto Gil fez sua primeira viagem à Nigéria para participar do Festac 77 (Festival Mundial de Arte e Cultura Negra), em Lagos, onde reencontrou uma paisagem suburbana muito similar aos conjuntos habitacionais construídos na década de 1950, no Rio de Janeiro e Salvador, que tinham nas duas cidades o objetivo de recuperar a dignidade das pessoas por meio de uma moradia melhor, muitas vezes transformadas em novas favelas.

Refavela foi estimulado, segundo Gil, por este reencontro, de cujas visões nasceram também a própria palavra, embora já houvesse o compromisso conceitual com o “re” para prefixar o título do novo trabalho, de motivação urbana, em contraposição à Refazenda, o anterior, de inspiração rural, e que junto com Realce moldaram a trilogia RE, criada pelo compositor. O disco foi gravado em 1977, no estúdio de 16 canais da Phonogram, e, segundo Gil, “era época do movimento Black Rio, com o funk começando por aqui e eu quis gravar algo como aquela versão de Samba do Avião, o disco era para registrar os “aforismos” que havia na época – como era a juju music de Balafon e os blocos afro-baianos do Ilê Aiyê”.

SOBRE OS PARTICIPANTES

CÉU – A cantora e compositora paulista, ganhadora do prêmio de Artista do Ano, em 2016, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA, iniciou sua carreira em 2005, com influências diversas, do samba de raiz ao jazz, passando por diversas sonoridades urbanas. Com quatro álbuns lançados, destacou-se em 2016 com Tropix, ganhador do Grammy Latino de Melhor Álbum Pop em Língua Portuguesa e de Melhor Engenharia de Gravação, além do reconhecimento internacional. Já se apresentou nos maiores festivais do mundo, como Montreal Jazz Festival, North Sea Jazz, Coachella, Roskilde, Rock in Rio, SF Jazz e JVC Jazz.

MORENO VELOSO – O cantor e compositor baiano é filho de Caetano Veloso. Ainda jovem, colaborou com seu pai na letra da canção Um Canto de Afoxé para o Bloco do Ilê, do álbum Cores, Nomes, de 1982. Com dois álbuns lançados, Máquina de Escrever Música (2000) e Coisa Boa (2014), o músico também integra a Orquestra Imperial, de gafieira, criada em 2002, ao lado de nomes como Thalma de Freitas, Kassin e Rodrigo Amarante.

MAÍRA FREITAS – A cantora carioca é filha de Martinho da Vila. Com dois álbuns lançados (Maíra Freitas, de 2011, e Piano e Batucada, de 2015), a artista também é pianista de formação clássica, arranjadora e compositora. Já se apresentou em festivais na Europa e América Latina e foi também um dos destaques do evento Porto Musical/Womex, em Recife, no ano de 2013, repetindo, posteriormente, o mesmo show no Back 2 Black Festival, no Rio de Janeiro.

SOBRE BEM GIL

O músico e produtor carioca começou a tocar violão na adolescência, com o músico baiano Cézar Mendes, mas logo se interessou pela guitarra elétrica (seus dois principais instrumentos). Trabalha, há 10 anos, com o pai, Gilberto Gil, atuando nos palcos e nos estúdios (é o produtor do novo disco de inéditas de Gil, com previsão de lançamento para 2018). Em 2007, fundou o grupo Tono, com o qual já lançou três discos, e produziu, em 2015, o álbum solo da parceira de banda Ana Lomelino, intitulado Mãeana. Atualmente, acompanha o escritor e compositor Jorge Mautner, além de trabalhar com Adriana Calcanhotto em seu novo projeto.



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in Jornal Dia, 05.09.2017
 
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