Gilberto Gil fala sobre show Trinca de Ases em Fortaleza neste sábado

Já faz dois anos desde a última passagem de Gilberto Gil por Fortaleza. Na ocasião, em novembro de 2015, ele comemorava os 50 anos de música e parceria com o também baiano Caetano Veloso. Desta vez, Gil volta à capital cearense na companhia de outros dois parceiros musicais: Gal Costa e Nando Reis.

Desde agosto, o trio circula pelo País com músicas inéditas e releituras de clássicas como "Esotérico", "Baby" e "Espatódea". Em entrevista ao Diário do Nordeste, Gil fala sobre esses encontros no palco e os frutos do novo projeto.

Vocês três já participaram de projetos coletivos. O Nando, por bem mais tempo, gravando e fazendo turnês com uma banda. Gal e Gil em parcerias mais ou menos extensas. Que desafios e que vantagens existem em um projeto coletivo?

- Juntar dois ou três artistas no palco é sempre mais trabalhoso: vozes, repertórios, tonalidades, tudo diverso tendo que encontrar a unidade. Neste caso, com Gal e Nando, partimos de algumas afinidades que podem facilitar mas, ainda assim, temos que criar um corpo só que nos represente em nossas diferenças. Para que isso se dê há sempre desafios.

Quais eram as expectativas iniciais de vocês em relação ao Trinca de Ases e como tem sido a receptividade do público por onde vocês já passaram com o projeto?

- A gente esperava se encantar, se divertir e, afinal, cativar o público. Acho que temos conseguido.

Pensando no repertório, o que fica melhor em um show como esse que, de repente, não cabe tão bem num show solo?

- Qualquer canção pode ter versões individuais ou coletivas. No “Trinca” temos quase todas compartilhadas e umas poucas que são para cada um de nós.

No show são apresentadas três músicas inéditas, inclusive uma que dá nome a turnê. Como se deu a produção dessas canções?

- Eu fiz a música que dá nome ao show, “Trinca de Ases”, Nando fez “Dupla de Ás” e juntos fizemos “Tocarte”, ele a música e eu a letra.

Existe algum projeto de registro? Caso sim, é algo "ao vivo" ou de estúdio?

- Creio que vamos gravar uma das apresentações do show, que deve virar disco e DVD.

Por onde o show passa, comenta-se a horizontalidade de vocês três em cena, mesmo levando em consideração o fato de Nando ser de outra geração. Qual a contribuição que essa troca de "bagagens musicais" traz para o palco?

- Como eu já disse, partimos de algumas afinidades e vamos adiante explorando as características de cada um, trocando as bagagens e guardando-as, todas juntas, num só contêiner, ou, se quisermos, como três cartas formando uma trinca.



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in Diário do Nordeste - Fortaleza, 16.09.2017
 
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