A ópera de Gilberto Gil

Músico está compondo os temas baseado em poema do século XII

Vishnu, o deus de quatro braços protetor do universo no hinduísmo, pode vir ao mundo em diferentes formas: como humano, animal ou até uma combinação dos dois. Em 2018, ele aparecerá como Gilberto Gil. O cantor encarnará a divindade nos palcos em “Negro Amor”, ópera que compôs ao lado do maestro italiano Aldo Brizzi. O espetáculo é baseado em “O Gitagovinda de Jayadeva: Cantiga do Negro Amor”, poema do século XII traduzido do sânscrito para o português pelo artista gráfico e um dos mentores da Tropicália Rogério Duarte, morto em 2016. A obra narra a história de Krishna, o deus do amor, e da camponesa Rhada.

Caberá a Arnaldo Antunes uma das representações de Krishna e à cantora portuguesa Ana Moura a de Rhada. O Vishnu, de Gil, será um dos narradores. O projeto era um sonho do hare krishna Duarte, que procurou Brizzi com a proposta em 2010. Um tempo depois, o maestro contou a ideia a Gil, perguntou se ele toparia ter um papel nessa ópera e mostrou o material que já havia composto. O cantor topou e passou a ir à casa de Brizzi, em Salvador, para trabalharem juntos. Começaram então a criar a ópera, que tem 45 canções – faltam apenas cinco a serem compostas. Algumas foram apresentadas em Londres.



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in O Tempo - BH, 14.11.2017
 
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