Gilberto Gil celebra iniciativas de 'abrir' carnaval de Salvador ao folião pipoca: 'Sentido da interação prevalece'

Em entrevista a TV Bahia Gilberto Gil falou sobre trabalho, carnaval e saúde. Ele se apresenta nos dias 8, 9 e 10 de fevereiro na capital baiana.

"Sentido da interação é o que prevalece, é o que deve continuar prevalecendo. São muito bem-vindas essas iniciativas de abrir o carnaval de Salvador", disse Gilberto Gil sobre a folia da capital baiana, durante entrevista concedida a TV Bahia.

O cantor e compositor de 76 anos falou sobre saúde, nova turnê e também sobre mudanças que ocorrem a cada ano no carnaval. Neste assunto específico, ele celebrou o aumento de blocos sem cordas, onde o folião não precisa pagar por uma abadá para ir atrás do trio.

"Há indícios muito claros disso. Blocos importantes, que trabalhavam com espaços reservados, como Chiclete com Banana, a Daniela [Mercury] e vários deles, começaram a abrir também. Seguiram exemplos de alguns blocos como o meu, o Expresso 2222, que sempre trabalhou sem cordas, e vários outros que aos poucos foram adotando esse modelo mais aberto, mais democrático", afirmou.

No carnaval de 2018, a capital baiana teve 162 apresentações em trios sem cordas, e mais de 19 mil artistas envolvidos, desfilando em 709 entidades, trios e blocos.

Sobre a turnê do disco "Ok OK OK", Gil contou que o novo trabalho é um "mergulho no universo particular mais afetivo, pessoal, familiar".

O show que leva o mesmo nome do álbum será realizado apresentado em Salvador nos dias 8, 9 e 10 de fevereiro, na sala principal do Teatro Castro Alves, bairro do Campo Grande.

A princípio, as apresentações seriam apenas em 8 e 9, mas os ingressos esgotaram e mais uma data, 10 de fevereiro, foi incluída na agenda do cantor.

Sobre o disco que deu vida a turnê, Gil disse que não economizou nas homenagens aos familiares.

"Das 15 canções do disco, pelo menos dez delas são canções feitas para o neto, bisneta, para uma pessoa próxima, um médico, uma médica, gente do meu ciclo familiar, muito doméstico. Nesse sentido, é mesmo um disco familiar", contou.

O artista ainda relatou que três das canções do disco foram feitas para médicos cuidaram dele quando esteve doente, em 2016. "São homenagens a eles, citações diretas a momentos do tratamento, a elementos da relação médico/paciente, no período mais intenso da minha hospitalização", disse.

Sobre o atual estado de saúde, Gil brincou: "Estou bem. Com os auspícios de Xangô, os médicos da terra e do espaço sideral se juntaram e me deram mais um pouco de saúde".



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in G1, 21.01.2019
 
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