Manuel Castells e Gilberto Gil participam do FSM 2005

O sociólogo catalão Manuel Castells e o ministro da Cultura, Gilberto Gil, são presenças confirmadas no Fórum Social Mundial 2005, que acontecerá de 26 a 31 de janeiro, em Porto Alegre. Ambos participarão da mesa de debates do evento Revolução Digital: software livre, liberdade de conhecimento e liberdade de expressão na sociedade da informação, promovida pela organização Projeto Software Livre Brasil e pelos idealizadores do Creative Commons (CC). Na pauta do evento estarão a liberdade de conhecimento e a questão dos direitos autorais.
Manuel Castells é um dos maiores teóricos dos efeitos da revolução digital na sociedade. Professor de inúmeras universidades - Paris, México, Santiago, Madri e Barcelona - e catedrático de sociologia e planejamento urbano e regional da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Castells também escreveu uma série de livros, entre eles A Era da Informação. Contendo três volumes - A Sociedade em Rede (1997), publicado no Brasil, O Poder da Identidade (1998) e Fim de Milênio (1998) -, a obra é o resultado de doze anos de estudo sobre os mais variados aspectos da nova sociedade tecnológica.
Creative Commons: alguns direitos reservados
O cantor, compositor e atual ministro da Cultura, Gilberto Gil, também participará do debate como um entusiasta e participante do Creative Commons, que até já chegou a ceder uma de suas músicas, Oslodum, pelo CC.
O Creative Commons é um sistema de licenciamento de obras (artísticas, científicas e outras) pela internet. Por meio do site www.creativecommons.org, o autor e outros titulares de direito autoral podem, por exemplo, autorizar o download de uma música, a sua execução pública (em shows, rádios comunitárias ou comerciais, à sua escolha) e mesmo o "sampleamento" (modificação) da obra.
Além da presença de Castells e de Gil, a mesa de debates será composta pelo professor estadunidense de direito e idealizador do Creative Commons, Lawrence Lessig, da Universidade de Stanford; por John Perry Barlow, da Fundação Eletrônica sem Fronteiras (EFF, pela sigla em inglês), organização que trabalha pela liberdade de expressão na rede; e por Christian Ahlert, da BBC de Londres.
"Todos os convidados para o debate defendem a flexibilização da propriedade intelectual, que hoje não protege mais os autores e inventores. Serve apenas para garantir a reserva de mercado das grandes corporações, que se apropriam dos direitos autorais e impedem o compartilhamento de conhecimentos", explica Marcelo Branco, integrante do Projeto Software Livre Brasil.
"A idéia elaborada por Lessig é justamente elaborar uma nova teoria jurídica, que se adapte e proteja o autor nessa nova realidade da revolução digital. Nessa lógica, o CC institui a idéia de 'alguns direitos reservados', em lugar do atual 'todos os direitos reservados'".



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in Pauta Social, 06.01.2005
 
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