Minha Ideologia, Minha Religião
Gilberto Gil
Minha ideologia é o nascer de cada dia
E minha religião é a luz na escuridão
BRWMB9900471
© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
coro – Petra, Maria e Gilberto Gil
Outras gravações:
“Dia dorim noite neon”, Gilberto Gil, Warner Music 1985
Nos Barracos da Cidade (Barracos)
Gilberto Gil
Liminha
Nos barracos da cidade
Ninguém mais tem ilusão
No poder da autoridade
De tomar a decisão
E o poder da autoridade
Se pode, não fez questão
Se faz questão, não consegue
Enfrentar o tubarão
Ô-ô-ô, ô-ô
Gente estúpida
Ô-ô-ô, ô-ô
Gente hipócrita
O governador promete
Mas o sistema diz não
Os lucros são muito grandes
Mas ninguém quer abrir mão
Mesmo uma pequena parte
Já seria a solução
Mas a usura dessa gente
Já virou um aleijão
Ô-ô-ô, ô-ô
Gente estúpida
Ô-ô-ô, ô-ô
Gente hipócrita
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© Gege Edições Musicais / © Super Produções Artísticas LTDA. (adm. por Warner/Chappell Edições Musicais LTDA.)
Ficha técnica da faixa:
voz e guitarra – Gilberto Gil
teclado – Jorjão Barreto
baixo, guitarra solo e programação “drum machine” – Liminha
trompete – Serginho Trombone
bateria – Pedro Gil
sax – Zé Luís
Outras gravações:
“A voz do bandolim”, Armandinho, Vison 2001
“Banda Bate Lata”, Circo-eldorado 1999
“Projeto axé”, Bandaxé, Centro Projeto Axé De Defesa Da Criança 2006
“Cidade Negra”, Sony 1998
“Quanto mais curtido melhor”, Cidade Negra, Sony 2000
“Maxximum”, Cidade Negra, Sony Music 2005
“Kaya n’ gan daya ao vivo”, Gilberto Gil, Som Livre 2003
“Grandes mestres da MPB – vol. 2”, Gilberto Gil, Warner Music 1997
“Projeto especial Jornal Folha”, Gilberto Gil, Warner Music 2002
“E-collection”, Gilberto Gil, Warner Music 2004
“Gilberto Gil no palco – nova série”, Gilberto Gil, Warner Music 2007
“Ao vivo em Toquio”, Gilberto Gil, Warner Music 2002
“Bandadois”, Gilberto Gil, Warner Music 2010
“Banda Um”, Gilberto Gil, Warner Music 1994
“Mestres da MPB”, Gilberto Gil, Warner Music 1992
“Dia dorim noite neon”, Gilberto Gil, Warner Music 1985
“Sem limite – um barzinho, um violão”, Kid Abelha, Universal Music 2007
“A música de Gilberto Gil”, Gilberto Gil, Universal Music 2002
“Um barzinho, um violão”, Kid Abelha, Universal Music 2002
Roque Santeiro, O Rock
Gilberto Gil
Outrora, só cabeludo
Agora, o menino é tudo de novo no front
Outrora, só rebeldia
Agora, soberania na noite neon
Outrora, mera fumaça
Agora, fogo da raça, fogoso rapaz
Outrora, mera ameaça
Agora, exige o direito ao respeito dos pais
E tem mais, e tem mais, e tem mais
E tem mais, e tem mais
Outrora, arraia miúda
Agora, lobão de boca bem grande a gritar
Outrora, pirado e louco
Agora, poucos insistem em negar-lhe o lugar
Outrora, frágil autorama
Agora, três paralamas de grande carreta de som
Outrora, simples bermuda
Agora, ultravestido de elegante ultraje a rigor
E o amor, e o amor, e o amor, e o amor
E o amor, e o amor, e o amor
Só quem não amar os filhos
Vai querer dinamitar os trilhos da estrada
Onde passou passarada
Passa agora a garotada, destino ao futuro
Deixa ele tocar o rock
Deixa o choque da guitarra tocar o santeiro
Do barro do motocross
Quem sabe ele molde um novo santo padroeiro
Outrora, o seio materno
Agora, o meio da rua, na lua, nas novas manhãs
Outrora, o céu e o inferno
Agora, o saber eterno do velho sonho dos titãs
Outrora, o reino do Pai
Agora, o tempo do Filho com seu novo canto
Outrora, o Monte Sinai
Agora, sinais da nave do Espírito Santo
E o encanto, e o encanto, e o encanto, e o encanto
E o encanto, e o encanto, e o encanto, e o encanto
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e guitarra – Gilberto Gil
guitarra – Liminha
baixo – Liminha
bateria – Pedro Gil
guitarra – Sérgio Dias
guitarra solo – Sérgio Dias
Seu Olhar
Gilberto Gil
Há no seu olhar
Algo que me ilude
Como o cintilar
Da bola de gude
Parece conter
As nuvens do céu
As ondas brancas do mar
Astro em miniatura
Micro-estrutura estelar
Há no seu olhar
Algo surpreendente
Como o viajar
Da estrela cadente
Sempre faz tremer
Sempre faz pensar
Nos abismos da ilusão
Quando, como e onde
Vai parar meu coração?
Há no seu olhar
Algo de saudade
De um tempo ou lugar
Na eternidade
Eu quisera ter
Tantos anos-luz
Quantos fosse precisar
Pra cruzar o túnel
Do tempo do seu olhar
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
teclado – Jorjão Barreto
baixo – Liminha
guitarra solo – Herbert Vianna
bateria – Téo Lima
Febril
Gilberto Gil
Veio gente me pedir uma esmola
Veio gente reclamar uma escola
Veio gente me aplaudir
Veio gente vaiar
Veio gente dormir nas cadeiras
Veio gente admirar meu talento
Veio gente adivinhar meu tormento
Veio gente me xingar
Veio gente me amar
Veio gente disposta a se matar por mim
E eu cantava aquela música, aquela música
Alucinação
Como se eu fosse um punhado de gente
E aquela gente ali, não
Como se o salão repleto fosse um deserto
E eu fosse mil
Mil troncos de árvores velhas
Árvores velhas de pau-brasil
Tanta gente, e estava tudo vazio
Tanta gente, e o meu cantar tão sozinho
Todo mundo, mundo meu
Meu inferno, meu céu
Meu vizinho
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
teclado – Jorjão Barreto
baixo – Liminha
bateria – Téo Lima
percussão – Marçal
Outras gravações:
“Dia dorim noite neon”, Gilberto Gil, Warner Music
“Chill Brazil vol. 2”, Gilberto Gil, Warner Music 2003
“The very best of Gilberto Gil the soul of Brazil”, Gilberto Gil, Warner Music 2005
“Les indispensables de Gilberto Gil”, Gilberto Gil, Warner Music 1989
“Casa de morar”, Renato Braz, Tratore Distribuição de CD 2012
“As descobertas”, Zizi Possi, Polygram Music 1995
“Dê um rolê”, Zizi Possi, Universal Music 2002
“Eu tinha dois ou três dias para entregar uma música para a Zizi Possi, quando fiquei fortemente gripado. Com febre alta, mas com aquilo na cabeça – ‘a música da Zizi: o que é que eu faço?’ -, fiz essa canção sobre a solidão do artista no palco e, após terminar a sua feitura e relê-la, eu vi que o texto estava nitidamente influenciado pelo meu estado febril. Daí o título, associado, sem dúvida alguma, ao delírio do ato de se apresentar em um palco e à febre da idolatria, do fã-clube.”
“Veio gente reclamar uma escola” – “Enquanto compunha, eu me lembrei de um episódio ocorrido dias antes, numa ida minha a um show do Belchior no teatro João Caetano. Depois do show, já no camarim, ele atendendo as pessoas que entravam, uma delas me viu e me pediu: ‘Arranja uma escola para o meu filho, uma bolsa escolar’.”
“Veio gente disposta a se matar por mim” – “Essa frase é o máximo; na exposição da cena, ela tem para mim uma equivalência com os versos da música Bastidores, que o Chico Buarque fez para o Cauby Peixoto: ‘E os homens lá pedindo bis/ Bêbados e febris/ A se rasgar por mim’. Nesse aspecto da solidez da solidão do artista, as duas são canções irmãs.”
Touche Pas À Mon Pote
Gilberto Gil
Touche pas à mon pote
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire peut être
Que l’Être qui habite chez lui
C’est le même qui habite chez toi
Touche pas à mon pote
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire que l’Être
Qui a fait Jean-Paul Sartre penser
Fait jouer Yannik Noah
Touche pas à mon pote
Il faut pas oublier que la France
A déjà eu la chance
De s’imposer sur la terre
Par la guerre
Les temps passés ont passé
Maintenant nous venons ici
Chercher les bras d’une mère
Bonne mère
Touche pas à mon pote
Touche pas à mon pote
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire peut être
Que l’Être qui habite chez lui
C’est le même qui habite chez toi
Touche pas à mon pote
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire que l’être
Qui a fait Jean-Paul Sartre penser
Fait jouer Yannik Noah
Il fait chanter Charles Aznavour
Il fait filmer Jean-Luc Goddard
Il fait jolie Brigitte Bardot
Il fait petit le plus grand Français
Et fait plus grand le petit Chinois
Touche pas à mon pote
BRWMB9900475
© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e guitarra – Gilberto Gil
teclado – Jorjão Barreto
baixo – Liminha
percussão – Marçal
sax – Zé Luís
“Eu tinha ido ao evento do movimento SOS Racismo, na Place de la Concorde, em Paris, e, lá, sido convidado a (e aceitado) participar da edição do mesmo no ano seguinte, marcada para a praça da Bastilha. Ao voltar ao Brasil – com o slogan deles, o ‘touche pas à mon pote’ (‘não incomode meu chapa’), na cabeça -, resolvi fazer a canção.
“O que faz o Sartre pensar faz o Yannik Noah jogar (Noah: jogador de tênis de origem africana, exemplo de imigrante bem-sucedido na França). Ou: ‘Como é que vocês, povo da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, se deixam rebaixar por tamanha mesquinharia? Isso é coisa de Hitlers, não de vocês!’ É a exortação da canção à alma francesa, às suas grandes máximas cívicas – recorrendo particularmente ao truque de usar essa entidade tão importante que é o ‘ser’, que diz respeito profundamente à obra de Sartre -, para tocar na questão da intolerância racial.
“Meu francês era limitado, mas ainda assim eu quis ousar fazer, e acabei me deparando com essas surpresas que o próprio desdobrar-se da manifestação da poesia acaba trazendo. Essa música é particularmente um típico exemplo de que as deficiências no domínio de uma língua podem ser superadas pela excelência da linguagem. A canção se tornou conhecida na França. Os franceses ficaram admirados de ver que um fenômeno interno deles pudesse ter sido revelado a partir de fora; vários jornalistas me disseram: ‘Mas como que é que você fez?’ ‘Eu fiz’.”
Logos Versus Logo
Gilberto Gil
Trocar o logos da posteridade
Pelo logo da prosperidade
Celebra-se, poeta que se é
Durante um tempo a idéia radical
De tudo importar, se para o supremo ser
De nada importar, se para o homem mortal
Abarrotam-se os cofres do saber
Um saber que se torne capital
Um capital que faça o futuro render
Os juros da condição de imortal
(Mas a morte é certa!)
Trocar o logos da posteridade
Pelo logo da prosperidade
E assim por muito tempo busca-se
O cuidadoso esculpir da estátua
Que possa atravessar os séculos intacta
Tornar perpétua a lembrança do poeta
Mas chega-se ao cruzamento da vida
O ser pra um lado, pra outro lado o mundo
Sujeita-se o poeta à servidão da lida
Quando a voz da razão fala mais fundo
E essa voz comanda:
Trocar o logos da posteridade
Pelo logo da prosperidade
E o bom poeta, sólido afinal
Apossa-se da foice ou do martelo
Para investir do aqui e agora o capital
No produzir real de um mundo justo e belo
Celebra assim, mortal que já se crê
O afazer como bem ritual
Cessar da obsessão pelo supremo ser
Nascer do prazer pelo social
E o poeta grita:
Trocar o logos da posteridade
Pelo logo da prosperidade
Eis o papel da grande cidade
Eis a função da modernidade
BRWMB9900476
© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e guitarra – Gilberto Gil
Oração pela Libertação da África do Sul
Gilberto Gil
Se o rei Zulu já não pode andar nu
Se o rei Zulu já não pode andar nu
Salve a batina do bispo Tutu
Salve a batina do bispo Tutu
Ó, Deus do céu da África do Sul
Do céu azul da África do Sul
Tornai vermelho todo sangue azul
Tornai vermelho todo sangue azul
Já que vermelho tem sido todo sangue derramado
Todo corpo, todo irmão chicoteado – iô
Senhor da selva africana, irmã da selva americana
Nossa selva brasileira de Tupã
Senhor, irmão de Tupã, fazei
Com que o chicote seja por fim pendurado
Revogai da intolerância a lei
Devolvei o chão a quem no chão foi criado
Ó, Cristo Rei, branco de Oxalufã
Ó, Cristo Rei, branco de Oxalufã
Zelai por nossa negra flor pagã
Zelai por nossa negra flor pagã
Sabei que o papa já pediu perdão
Sabei que o papa já pediu perdão
Varrei do mapa toda escravidão
Varrei do mapa toda escravidão
BRWMB9900477
© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e guitarra – Gilberto Gil
teclado – Jorjão Barreto
percussão – Repolho
baixo – Liminha
bateria – Pedro Gil
Sermão dos sul-africanos – “Se já perdemos a inocência dos gentios silvícolas, os homens puros do sonho russeauniano, e temos que carregar a cruz dos colonizadores, imposta violentamente às Américas e às Áfricas todas, e isso, mais do que esboço, já é inserção na história, um corpo em crescimento, não mais um parto; se já são, desde as Cruzadas, quase mil anos, então, não há o que recusar: é uma pena ter que trocar a beleza luminosa daqueles exuberantes corpos negros, nus pelas estepes, por uma batina mofada de suor de um catequizador, ele mesmo um índio domesticado, mas se isso constrange por um lado, por outro ele agora está a serviço dessa nova obra a que é preciso dar consistência, solidificar, e é essa a questão básica da África do Sul: a civilização, o mundo ocidental está lá, a vida tribal não se sustenta mais lá, então vamos sanear, fazer disso uma atmosfera respirável, dar saúde a esse novo organismo, resolver o problema o mais rápido possível, e ele está aqui para isso, em nome disso, ele é o trem da história, ele agencia isso, ele, muito mais do que a pessoa dele, ele, o bispo Tutu.”
De encomenda – “Oração pela Libertação da África do Sul foi feita para atender a um pedido explícito do físico Mário Schenberg, que queria uma música para, sobre a África do Sul. Eu ainda disse: ‘Nós temos feito protestos, manifestações, assinado manifestos contra o apartheid e tal’. E ele: ‘Mas não é suficiente; é preciso uma canção’. Fiz a canção e a dediquei a ele.”
Clichê do Clichê
Gilberto Gil
Vinícius Cantuária
Não vou jogar
Meu destino contra o seu
Num filme piegas sem sal
Não vou chorar
Nem fingir que o amor morreu
Chega de drama banal
Que seja a dor
Nosso amor, nossos ardis
Teatro nô japonês
Onde o ator
É ao mesmo tempo atriz
Vestes da mesma nudez
Eu, Belmondo
Como um Pierrot, le fou
Só no cinema francês
Você, Bardot
Belo anúncio de shampoo
Só fica bem nas TVs
Melhor viver
Nosso papel bem normal
Que a vida nos reservou
Interpretar
Nosso bem e nosso mal
Sem texto e sem diretor
Chega de representar
O que nós não queremos ser
Não vamos nos transformar
Num casal clichê do clichê
BRWMB9900478
© Gege Edições Musicais / © Edições Musicais Tapajós LTDA.
Ficha técnica da faixa:
voz e guitarra – Gilberto Gil
teclado – Jorjão Barreto
baixo – Liminha
bateria – Pedro Gil
sax – Zé Luís
Outras gravações:
“Nú Brasil”, Vinicius Cantuária, EMI Music
“Dia dorim noite neon”, Gilberto Gil, Warner Music 1985
“Para Gil e Caetano”, Margareth Menezes, Canal Brazil S/A 2014
“Brazil de a a z – nú Brasil”, Vinicius Cantuaria, EMI Music 2002
“2 em 1”, Vinicius Cantuária, EMI Music 2003
Casinha Feliz
Gilberto Gil
Onde resiste o sertão
Toda casinha feliz
Ainda é vizinha de um riacho
Ainda tem seu pé de caramanchão
Onde resiste o sertão
Toda casinha feliz
Ainda cozinha no fogão de lenha
Ou fogareiro de carvão
De dia, Diadorim
De noite, estrela sem fim
É o Grande Sertão: Veredas
Reino da Jabuticaba
As minas de Guimarães Rosa
De ouro que não se acaba
Onde resiste o sertão
Toda casinha é feliz
Porque à tardinha tem Ave Maria
E o beijo da solidão
BRWMB9900479
© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
baixo – Gilberto Gil
percussão – Gilberto Gil
voz e guitarra – Gilberto Gil
Outras gravações:
“Outro quilombo”, Renato Braz, Atração Music
“Dia dorim noite neon”, Gilberto Gil, Warner Music 1985
“Eu, tu, eles”, Gilberto gil, Warner Music 2000
“O poeta e o esfomeado”, Jorge Mautner e Gilberto Gil, Discobertas 2014
“Outro quilombo”, Renato Braz, Atração
Duas Luas
Jorge Mautner
Estou adorando andar pelas ruas
Como quem não quer nada
Debaixo do sol
Debaixo das luas
Que são mais de duas
Porque tem as artificiais
E no mais
Não tem nada de mais
Só a felicidade
Como névoa brilhante
Por cima da cidade
Em paz
BRWMB9900480
© Warner/Chappell Edições Musicais LTDA.
Ficha técnica da faixa:
voz e guitarra – Gilberto Gil
teclado – Jorjão Barreto
percussão – Repolho
baixo – Rubens Sabino (Rubão)
guitarra – Liminha
percussão – Marçal
sax – Zé Luís
coro – Regininha, Flavinho, Claudinha Telles, Luna, Magno
coro – Zé Luís Mazziotti