Back in Bahia
Gilberto Gil
Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui
Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim
Puxando o cabelo
Nervoso, querendo ouvir Cely Campelo pra não cair
Naquela fossa
Em que vi um camarada meu de Portobello cair
Naquela falta
De juízo que eu não tinha nem uma razão pra curtir
Naquela ausência
De calor, de cor, de sal, de sol, de coração pra sentir
Tanta saudade
Preservada num velho baú de prata dentro de mim
Digo num baú de prata porque prata é a luz do luar
Do luar que tanta falta me fazia junto com o mar
Mar da Bahia
Cujo verde vez em quando me fazia bem relembrar
Tão diferente
Do verde também tão lindo dos gramados campos de lá
Ilha do Norte
Onde não sei se por sorte ou por castigo dei de parar
Por algum tempo
Que afinal passou depressa, como tudo tem de passar
Hoje eu me sinto
Como se ter ido fosse necessário para voltar
Tanto mais vivo
De vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
guitarra e baixo – Lanny Gordin
baixo – Bruce Henry
piano e celesta – Antônio Perna
bateria e percussão – Tutty Moreno
Outras gravações:
“Alexandre Leão”, Alexandre Leão, Velas
“Estúdio Coca Cola”, Nando Reis e Cachorro Grande, Universal Music
“Cinema Ipanema”, Ricardo Vilas, ROB Digital
“Maravilhosa”, Wanderléa, Universal Music
“A arte de Gilberto Gil”, Gilberto Gil, Polygram/Fontana 1985
Banda Gardenais 2001
“Songbook Gilberto Gil – vol 2”, Barão Vermelho, Lumiar Discos 2015
“E-collection disco 2”, Barão Vermelho, Warner Music 2000
“Dois amigos, um século de música”, Caetano Veloso e Gilberto Gil 2015
“Impressões de viagem”, Eminência Parda, Blues Time 2007
“Eminência Parda”, Blues Time Do Brasil 2010
“Expresso 2222”, Gilberto Gil, Polygram 1972
“Umeboshi – ao vivo, 1973”, Gilberto Gil, Discobertas 2017
“Back in Bahia – ao vivo (1972)”, Gilberto Gil, Discobertas 2017
“Millennium”, Gilberto Gil, Universal Music 2004
“Durval discos {trilha sonora}”, Gilberto Gil, Universal Music 2003
“Gilberto Gil 2-lados”, Gilberto Gil, Universal Music 2010
“Trilha sonora do filme 1972”, Gilberto Gil, Universal Music 2005
“O cordão da liberdade”, Gilberto Gil, Philips 1981
“Serie sem limite – cd 1”, Gilberto Gil, Universal Music 2001
“20 grandes sucessos de Gilberto Gil”, Gilberto Gil, Polygram 1998
“O viramundo ao vivo-cd 1”, Gilberto Gil, Polygram 1998
“Minha historia”, Gilberto Gil, Polygram 1993
“Personalidade”, Gilberto Gil, Polygram 1987
“Wahari Binaural – música e ciência”, Instrumental, Adalberto Nazareth De Almeida Camargo 2015
“Wahari Binaural – música e ciência”, Augusto Ernesto Weber 2016
“Movimento”, Jose Augusto Silvestre 2001
“Lanny Quartet”, Lanny Gordin, Tratore Distribuição de CD 2012
“Estúdio Coca Cola”, Nando Reis e Cachorro Grande, Universal Music 2007
“Brasileiro-o som que vem da terra”, Nordeste, Sony Music 1999
“Cine Ipanema”, Ricardo Vilas, ROD Digital 2004
“Refestança”, Rita Lee e Gilberto Gil, EMI 2003
“Caixa Rita Lee”, Rita Lee e Gilberto Gil, Universal Music 2015
“Pequeno cotolengo do Paraná”, Wanderlea 2003
“O amor sobreviverá”, Wanderléa, Copyrights Consultoria 2003
“Wanderléa”, Wanderléa, Tratore Distribuição de CD’S 2011
“Millennium”, Wanderléa, Universal Music 2005
“Maravilhosa”, Wanderléa, Universal Music 2004
“Era o primeiro verão na Bahia depois que eu tinha voltado de Londres, e eu fui à festa de Nossa Senhora da Conceição em Santo Amaro da Purificação. Eu estava na casa onde Canô, mãe de Caetano, estava dando a festa; vendo as pessoas queridas e a alegria que emanava delas, da lembrança da saudade que eu sentia dessas e outras coisas em Londres veio o impulso para escrever a canção – que eu comecei ali, letra e música juntas, de cabeça, e complementei no dia seguinte, já na casa de Sandra, na Graça, em Salvador.
“Back in Bahia se baseia em motivos musicais muito íntimos, nordestinos – improviso, embolada, galope, martelo -, e em modos cordélicos, com rimas rítmicas [e também internas], típicas do versejar nordestino, e versos simétricos [quase todos de 16 sílabas]: entre eles, o ‘de vida vivida dividida pra lá e pra cá’, de que eu mais gosto: poesia pura, concreta, como o ‘fazer o canto cantar o (rimando com cântaro) o cantar’, em Palco.”
Ele e eu
Gilberto Gil
Ele vive calmo
E na hora do Porto da Barra fica elétrico
Eu vivo elétrico
E na hora do Porto da Barra fico calmo
Ele vive eletriconsumida, consumada ou mudamente
Bem mais calmo
Porque curte cada golpe do martelo
Na bigorna do destino
E na hora do Porto da Barra fica firme
Eu vivo calmargalarga, abertamente
Bem mais louco
Porque espero pelo beijo arrependido
Da serpente do começo
E na hora do Porto da Barra fico aflito
E na hora do Porto da Barra fico aflito
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
guitarra e baixo – Lanny Gordin
baixo – Bruce Henry
piano e celesta – Antônio Perna
bateria e percussão – Tutty Moreno
Outras gravações:
“Expresso 2222”, Gilberto Gil,
Fontana/Polygram 1982
“O viramumdo ao vivo – cd 1”, Gilberto Gil, Polygram 1998
“Expresso 2222”, Gilberto Gil, Polygram 1998
“Gilberto Gil ao vivo – USP (1973)”, Gilberto Gil, Discobertas 2017
Expresso 2222
Gilberto Gil
Começou a circular o Expresso 2222
Que parte direto de Bonsucesso pra depois
Começou a circular o Expresso 2222
Da Central do Brasil
Que parte direto de Bonsucesso
Pra depois do ano 2000
Dizem que tem muita gente de agora
Se adiantando, partindo pra lá
Pra 2001 e 2 e tempo afora
Até onde essa estrada do tempo vai dar
Do tempo vai dar
Do tempo vai dar, menina, do tempo vai
Segundo quem já andou no Expresso
Lá pelo ano 2000 fica a tal
Estação final do percurso-vida
Na terra-mãe concebida
De vento, de fogo, de água e sal
De água e sal
De água e sal
Ô, menina, de água e sal
Dizem que parece o bonde do morro
Do Corcovado daqui
Só que não se pega e entra e senta e anda
O trilho é feito um brilho que não tem fim
Oi, que não tem fim
Que não tem fim
Ô, menina, que não tem fim
Nunca se chega no Cristo concreto
De matéria ou qualquer coisa real
Depois de 2001 e 2 e tempo afora
O Cristo é como quem foi visto subindo ao céu
Subindo ao céu
Num véu de nuvem brilhante subindo ao céu
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
guitarra e baixo – Lanny Gordin
baixo – Bruce Henry
piano e celesta – Antônio Perna
bateria e percussão – Tutty Moreno
Outras gravações:
“A voz do bandolim”, Armandinho, Vison
“Baile Barroco”, Daniela Mercury, BMG
“Aquele frevo axé”, Gal Costa, BMG
“Brilhantes”, João Bosco, Sony Music
“Songbook Gilberto Gil, João Bosco, Lumiar
“Muito prazer”, Ju Cassou
“O samba da minha terra”, Marco Pereira
“De todas as maneiras”, Mariana, Polygram Music
“A música de Gilberto Gil”, MPB4, Polygram
“Se dependesse de mim”, Wilson Simonal, Universal Music
“A arte de Gilberto Gil”, Polygram / Fontana 1985
“Limiar”, Almir côrtes, Almir Côrtes 2013
“Coletânea vibrafone brasileiro”, André Juarez e quarteto, Pôr Do Som Produções Artísticas 2013
“Cordas vocais-dueto”, Andrea Montezuma e Jorjão Carvalho, Cordas vocais-dueto 2001
“Visom digital”, Armandinho 2002
“A voz do bandolim”, Armandinho, Vison 2001
“Forrozança”, Banda som da terra, J&R Produções 2016
“Trilha sonora do filme 1972”, Bem Gil, EMI Music 2003
“Bibi Ferreira brasileiro, profissão esperança”, Biscoito Fino 2013
“Cada tempo em seu lugar”, Cacala Carvalho e João Braga, Mills Records 2012
“Dois amigos, um século de música”, Caetano Veloso & Gilberto Gil 2015
“Pra nhá terra”, Coro Meninos de Araçuaí, Associação Cultural Ponto De Partida
“Baile barroco”, Daniela Mercury, Páginas Do Mar 2006
“Equale no Expresso 2222”, Equale, Cdyou 2001
“Aquele frevo axé”, Gal Costa, BMG 1998
“A história da MPB”, Gilberto Gil, Abril Cultural
“Expresso 2222”, Gilberto Gil, Fontana/Polygram 1982
“Fé na festa – ao vivo”, Gilberto Gil, Gege Produções Artísticas 2010
“Bandadois”, Gilberto Gil, Gege Produções Artísticas 2009
“Caixa a conspiração de Gilberto Gil – CD Bandadois”, Gilberto Gil, Gege Produções Artísticas
“Gil + 10”, Gilberto Gil, Globaldisc Indústria de CD’S e DVD’S 2011
“Poetas da MPB – João Bosco”, Gilberto Gil, Globo-Columbia 1997
“Personalidade – Gilberto Gil”, Gilberto Gil, Novodisc mídia digital da Amazônia 2013
“O cordão da liberdade”, Gilberto Gil, Philips 1981
“Minha historia”, Gilberto Gil, Polygram Music 1993
“20 obras primas”, Gilberto Gil, Polygram Music 1996
“A voz de…”, Gilberto Gil, Polygram Music 1981
“Personalidade”, Gilberto Gil, Polygram Music 1987
“20 grandes sucessos de MPB”, Gilberto Gil 1999
“Expresso 2222”, Gilberto Gil, Polygram Music 1998
“O vira mundo ao vivo – CD 1”, Gilberto Gil, Polygram Music 1998
“Gilberto Gil ao vivo – USP (1973)”, Gilberto Gil, Discobertas 2017
“Back in Bahia – ao vivo (1972)”, Gilberto Gil 2017
“Concerto de cordas e máquinas de ritmo”, Biscoito Fino 2012
“Serie gold”, Gilberto Gil
O sonho acabou
Gilberto Gil
O sonho acabou
Quem não dormiu no sleeping-bag nem sequer sonhou
O sonho acabou hoje, quando o céu
Foi de-manhando, dessolvindo, vindo, vindo
Dissolvendo a noite na boca do dia
O sonho acabou
Dissolvendo a pílula de vida do doutor Ross
Na barriga de Maria
O sonho acabou desmanchando
A transa do doutor Silvana
A trama do doutor Fantástico
E o meu melaço de cana
O sonho acabou transformando
O sangue do cordeiro em água
Derretendo a minha mágoa
Derrubando a minha cama
O sonho acabou
Foi pesado o sono pra quem não sonhou
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
guitarra e baixo – Lanny Gordin
baixo – Bruce Henry
piano e celesta – Antônio Perna
bateria e percussão – Tutty Moreno
“Glastonbury foi um festival grande, mítico, no interior da Inglaterra, feito com todos os cuidados astrológicos e esotéricos para ser o festival dos festivais da era de aquário. Fizeram uma pirâmide enorme, três palcos, trouxeram gurus. Poucos nomes do ‘mainstream’ participaram, mas por lá passaram todos os grupos alternativos – e todos os ácidos lisérgicos.
“Nós fomos todos, toda a comunidade brasileira em Londres na época: eu, Caetano, Sandra, Dedé, Cláudio Prado, Antônio Peticov, Júlio Bressane, Rogério Sganzerla, Paloma Rocha, filha do Gláuber – talvez até ele tenha aparecido -, Péricles Cavalcanti.
“Foi uma semana de desbunde, até que terminou. A gênese da música se relaciona com o amanhecer do dia da retirada, quando nos preparávamos pra voltar. Olhando as barracas sendo desarmadas e o acampamento abandonado, os restos todos no chão, me veio a sensação de que ‘o sonho acabou’ – no sentido de que era o fim do festival, mas também de um sonho muito especial.
“Naquela momento, a frase do John Lennon [‘the dream is over’, da música God] estava no ar. O Sonho Acabou diz respeito à minha identificação com ele em seu novo momento de reciclagem do lixo aquariano e arquivamento de um certo deslumbramento do psicodelismo. É uma música discipular; eu era absolutamente louco por ele.”
Oriente
Gilberto Gil
Se oriente, rapaz
Pela constelação do Cruzeiro do Sul
Se oriente, rapaz
Pela constatação de que a aranha
Vive do que tece
Vê se não se esquece
Pela simples razão de que tudo merece
Consideração
Considere, rapaz
A possibilidade de ir pro Japão
Num cargueiro do Lloyd lavando o porão
Pela curiosidade de ver
Onde o sol se esconde
Vê se compreende
Pela simples razão de que tudo depende
De determinação
Determine, rapaz
Onde vai ser seu curso de pós-graduação
Se oriente, rapaz
Pela rotação da Terra em torno do Sol
Sorridente, rapaz
Pela continuidade do sonho de Adão
© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
guitarra e baixo – Lanny Gordin
baixo – Bruce Henry
piano e celesta – Antônio Perna
bateria e percussão – Tutty Moreno
A “voz” – “Eu e Sandra [Sandra Gadelha, a terceira mulher de Gil] estávamos em Ibiza, na Espanha, numa casinha que tínhamos alugado num bosque de eucalipto. Era um fim de tarde de verão; tínhamos ido à praia e tomado orchata de chufa. Eu estava sentado à porta do chalé, fitando a transição do céu azul para o céu noturno; começavam a surgir as primeiras estrelas. Sandra lá dentro, preparando alguma coisa, e eu ali, quieto. De repente eu vi uma estrela cadente e aquilo me deu interiormente a sensação de uma voz. ‘Se oriente!’ – surgiu essa voz. “Se oriente, rapaz”. Aí eu entrei, peguei papel e lápis, e…”
De como os sentimentos e as reflexões foram nutrindo a inspiração poética e a composição se transformando numa condensação de símbolos – “Da saudade do sul – do hemisfério sul – veio a idéia do Cruzeiro como orientação, como se eu tivesse de me lançar ao mar em busca da redescoberta da minha terra (Cabral, as três caravelas, as navegações: tudo isso vinha à cabeça), desencadeando-se a seguir a meditação sobre a minha situação no exílio, com uma auto-justificação da necessidade da viagem e uma metáfora para o sacrifício da aventura forçada (os navios negreiros, o trabalho escravo no porão dos negreiros; tudo vinha à cabeça e os pensamentos iam sendo sintetizados nos versos).
“O fato de eu ter feito o projeto da familia, a faculdade; de ter recusado uma pós-graduação na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, para assumir o trabalho na Gessy-Lever e ficar em São Paulo perto de Caetano, de Bethânia, de Gal, do projeto pessoal, a música; e de o trabalho na Gessy-Lever ter sido uma espécie de pós-graduação também, assim como a situação do exílio tinha para mim um significado de pós-graduação… Por tudo isso Oriente é a música minha que eu considero mais pessoal e auto-solidária, mais solitária. Não sou eu em relação a uma mulher ou a uma cidade; sou eu em relação a mim mesmo, a um momento de vida. Back in Bahia também é auto-referente; ela e Oriente são complementares. Minhas músicas da época são assim. Expresso 2222 é meu disco mais elaborado no sentido de relatar um período.”
Atmosfera oriental – “O ‘sorridente’ foi lembrança remota e inconsciente dos versos de Rogério Duarte comigo em Objeto Semi-Identificado: ‘sorridente’ contém ‘oriente’. (O uso do termo ali dá também um alívio em relação ao tom de cobrança de antes: ‘se oriente’, ‘considere’, ‘determine’). O clima do oriente estava no ar: os hare-krishna, os tarôs, os I-Chings. E eu estava num ambiente propício para a referência adâmica do final; Ibiza era o paraíso da contracultura, refúgio de hippies de todo o mundo: europeus, americanos, brasileiros, indianos.”
Vamos passear no astral
Gilberto Gil
Vamos passear no astral
Com o duplo etérico furado
Com você do meu lado, menina
Não vai ter problema nenhum
Vamos passear no astral
Com o intelecto pirado
Caetanaves do ano passado vão pintar
Pra levar todo mundo pelo espaço
Pra levar todo mundo pro planeta Carnaval
Pelo menos, menina, por um dia
Vamos passear no astral
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
guitarra e baixo – Lanny Gordin
baixo – Bruce Henry
piano e celesta – Antônio Perna
bateria e percussão – Tutty Moreno
Está na cara, está na cura
Gilberto Gil
Está na cara
Você não vê
Que a caretice está no medo
Você não vê
Está na cara
Você não vê
Que o medo está na medula
Você não vê
Está na cara
Você não vê
Que o segredo está na cura, está na cara
Está na cura desse medo
Quem tem cara tem medo
Quem tem medo tem cura
Essa história de medo é caretice pura
Vou brincar que ainda é cedo
Que o brinquedo está na cara
Está na cara, está na cara
Que o segredo está na cura do medo
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© Gege Edições Musicais
Ficha técnica da faixa:
voz e violão – Gilberto Gil
guitarra e baixo – Lanny Gordin
baixo – Bruce Henry
piano e celesta – Antônio Perna
bateria e percussão – Tutty Moreno
Outras gravações:
“A voz do bandolim”, Armandinho, Vison
“Carla visita Gilberto Gil”, Carla Visi, MZA